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ÁLCOOL

Álcool: Droga Lícita

     Quando deparamos com uma propaganda de Cerveja na televisão, ficamos no mínimo atraídos, se não pelo produto em si mais pelas belas garotas, seminuas que entram em cena para prender a atenção de todos, e acabamos maravilhados com exuberante trabalho de áudio visual, que enche os olhos de quem as vê.

     Para nos adultos é menos impactante, enquanto para os jovens que ainda não tem uma opinião formada a cerca do assunto, se tornam alvos fáceis, e acabam se inserindo no vicio do Álcool, de forma prematura desencadeando um efeito domino que por certo acabará desembocando em outros tipos de drogas as chamadas ilícitas.

     As estatísticas dão conta, de que os jovens estão entrando no vicio do Álcool, muito mais cedo, nas décadas de 80 e 90, era comum os jovens começarem a provar qualquer tipo de bebida alcoólica entre 14 a 15 anos de idade, hoje porem o inicia se da muito mais cedo começam a beber aos 10 a 11 anos de idade, quando seus organismos ainda estão em fase de formação, tornando-os vulneráveis a utilização de outros tipos de drogas.

     Os noticiários de rádio e televisão dão conta de que 70% dos acidentes tem como causa a ingestão de bebidas alcoólicas, dos quais 50% ocasionam vitimas fatais e 50% deixam as pessoas envolvidas, com seqüelas às vezes irreparáveis, ocasionando um gasto excessivo aos cofres públicos.

     O homicídio também tem como foco principal o uso de Álcool onde cerca de 70% dos crimes contra a vida são cometidos por pessoas alcoolizadas e geralmente após as 22 horas, com isto não queremos dizer que quem mata é necessariamente quem este alcoolizado, mas na maioria das vezes quem perde a vida é quem se encontra em estado de embriaguez, que acaba ficando mais valente mais sensível se envolvendo em brigas e discussões que geralmente acabam em tragédia.

     Os acidentes de transito no Brasil apresentam dados alarmantes, e matam mais do que as guerras no Oriente médio no Golfo Pérsico, guerra das Malvinas entre outras, aproximadamente 42.000 pessoas morrem por ano vitimas de acidentes de transito, desse percentual 24.000 pessoas morrem de acidentes em estradas, 10.000 morrem no local do acidente e 8.000 são feridos graves que morrem posteriormente, grande parte dessas mortes poderiam ser evitadas se os condutores de veículos fossem mais prudentes, evitando ultrapassagens perigosas e se não houvesse uma grande ingestão de bebida alcoólica ao dirigir.

     Ocorrem pelo menos 723 acidentes por dia nas rodovias pavimentadas brasileiras. Media de 30 por hora ou um a cada dois minutos, ocasionando cerca de 70 mortes por dia nas estradas.

     Em países desenvolvidos a situação é bem diferente dados de 2003 dão conta que na Alemanha, através do Departamento Federal de Estatística, que morreram nesse ano cerca de 6.606 pessoas vitimas de acidentes automobilísticos, e o de feridos foi de 462.600 pessoas, em Portugal não é diferente no ano de 2002 segundo dados estatístico foi registrado um número de óbitos de 1.469 pessoas vitimas de acidente de transito e um número de 4.770 feridos graves.Pare o mundo quero descer.

     Professor Licio Antonio Malheiros Geógrafo e Pós-Graduado em Didática do Ensino Superior. (liciomalheiros@yahoo.com.br)

       Fonte: Olhar Direto

 

História do álcool

     Segundo alguns registros arqueológicos, os primeiros indícios do consumo de álcool pelo ser humano datam de mais de oito mil anos. No primeiro momento, as bebidas eram produzidas apenas pela fermentação e, por isso, tinham um baixo teor alcoólico.

     Com o desenvolvimento do processo de destilação, começaram a surgir as primeiras bebidas mais fortes e mais perigosas. Com a Revolução Industrial, a bebida passou a ser produzida em série, o que aumentou consideravelmente o número de consumidores e, por conseqüência, os problemas sociais causados pelo abuso no consumo do álcool.

    

História do álcoolHistória do álcoolHistória do álcool

     Quando tudo começou . . .

     Acredita-se que a bebida alcoólica teve origem na Pré-História, mais precisamente durante o período Neolítico quando houve a aparição da agricultura e a invenção da cerâmica. A partir de um processo de fermentação natural ocorrido há aproximadamente 10.000 anos o ser humano passou a consumir e a atribuir diferentes significados ao uso do álcool. Os celtas, gregos, romanos, egípcios e babilônios registraram de alguma forma o consumo e a produção de bebidas alcoólicas.

     A embriaguez de Noé

     Em uma das mais belas passagens do Antigo Testamento da Bíblia (Gênesis 9.21) Noé, após o dilúvio, plantou vinha e fez o vinho. Fez uso da bebida a ponto de se embriagar. Reza a bíblia que Noé gritou, tirou a roupa e desmaiou. Momentos depois seu filho Cam o encontrou "tendo à mostra as suas vergonhas". Foi a primeiro relato que se tem conhecimento de um caso de embriaguez. Michelangelo, famoso pintor renascentista (1475-1564), se inspirou nesse episódio pintar um belíssimo afresco, com esse nome, no teto da Capela Sistina, no Vaticano. Nota-se, assim, que não apenas o uso de álcool, mas também a sua embriaguez são aspectos que acompanham a humanidade desde seus primórdios.

     O álcool através da história

     Grécia e Roma

     O solo e o clima na Grécia e em Roma eram especialmente ricos para o cultivo da uva e produção do vinho. Os gregos e romanos também conheceram a fermentação do mel e da cevada, mas o vinho era a bebida mais difundida nos dois impérios tendo importância social, religiosa e medicamentosa.

     No período da Grécia Antiga o dramaturgo grego Eurípedes (484 a.C.-406 a.C.) menciona nas Bacantes duas divindades de primeira grandeza para os humanos: Deméter, a deusa da agricultura que fornece os alimentos sólidos para nutrir os humanos, e Dionísio, o Deus do vinho e da festa (Baco para os Romanos). Apesar de o vinho participar ativamente das celebrações sociais e religiosas greco-romanas, o abuso de álcool e a embriagues alcoólica já era severamente censurado pelos dois povos.

     Egito Antigo

     Os egípcios deixaram documentados nos papiros as etapas de fabricação, produção e comercialização da cerveja e do vinho. Eles também acreditavam que as bebidas fermentadas eliminavam os germes e parasitas e deveriam ser usadas como medicamentos, especialmente na luta contra os parasitas provenientes das águas do Nilo.

     Idade Média

     A comercialização do vinho e da cerveja cresce durante este período, assim como sua regulamentação. A intoxicação alcoólica (bebedeira) deixa de ser apenas condenada pela igreja e passa a ser considerada um pecado por esta instituição.

     Idade Moderna

     Durante e Renascença passa a haver a fiscalização dos cabarés e tabernas, sendo estipulados horários de funcionamento destes locais. Os cabarés e tabernas eram considerados locais onde as pessoas podiam se manifestar livremente e o uso de álcool participa dos debates políticos que mais tarde vão desencadear na Revolução Francesa.

     Idade Moderna

     O fim do século 18 e o início da Revolução Industrial são acompanhados de mudanças demográficas e de comportamentos sociais na Europa. É durante este período que o uso excessivo de bebida passa a ser visto por alguns como uma doença ou desordem. Ainda no início e na metade do século 19 alguns estudiosos passam a tecer considerações sobre as diferenças entre as bebidas destiladas e as bebidas fermentadas, em especial o vinho. Neste sentido, Pasteur em 1865, não encontrando germes maléficos no vinho declara que esta é a mais higiênica das bebidas.

     Durante o século 20 países como a França passam a estabelecer a maioridade de 18 anos para o consumo de álcool e em janeiro de 1920 o estado Americano decreta a Lei Seca que teve duração de quase 12 anos. A Lei Seca proibiu a fabricação, venda troca, transporte, importação, exportação, distribuição, posse e consumo de bebida alcoólica e foi considerada por muitos um desastre para a saúde pública e economia americana.

     Foi no ano de 1952 com a primeira edição do DSM-I (Diagnóstico and Statistical Manual of Mental Disorders) que o alcoolismo passou a ser tratado como doença.

     No ano de 1967, o conceito de doença do alcoolismo foi incorporado pela Organização Mundial de Saúde à Classificação Internacional das Doenças (CID-8), a partir da 8ª Conferência Mundial de Saúde. No CID-8, os problemas relacionados ao uso de álcool foram inseridos dentro de uma categoria mais ampla de transtornos de personalidade e de neuroses.

     Esses problemas foram divididos em três categorias: dependência, episódios de beber excessivo (abuso) e beber excessivo habitual. A dependência de álcool foi caracteriza pelo uso compulsivo de bebidas alcoólicas e pela manifestação de sintomas de abstinência após a cessação do uso de álcool.

FONTE = CLINICA TERAPEUTICA VIVA

 

O ALCOOLISMO NA MULHER

 

. A dependência de drogas pode ter origens biológicas, psíquicas e sociais. Assim, para melhor preveni-la, é necessário saber todos os aspectos sobre substâncias psicoativas. Grande parte pode ser encontrada nesta seção.

A emancipação feminina, iniciada nas últimas três décadas, foi uma vitória para as mulheres, que conquistaram o seu espaço na sociedade. Mas junto a isso uma nova realidade se inseriu no campo das patologias sociais.

Hoje as mulheres não só conseguiram igualdade junto aos homens na busca pela auto-afirmação e independência, como também estão se igualando no que se refere ao consumo de drogas. Como é de se imaginar o alcoolismo não podia escapar dessa nova realidade.

Esse espaço é o ponto de encontro da mulher, com artigos e matérias especialmente para elas. Não deixe de conferir e deixar o seu recado em nosso mural.

 

O ALCOOLIMO E OS JOVENS

 

O uso de álcool entre adolescentes é naturalmente um tema controverso no meio social e acadêmico brasileiro.

Ao mesmo tempo em que a lei brasileira define como proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos (Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996), é prática comum o consumo de álcool pelos jovens – seja no ambiente domiciliar, seja em festividades, ou mesmo em ambientes públicos.

A sociedade como um todo adota atitudes paradoxais frente ao tema: por um lado condena o abuso de álcool pelos jovens, mas é tipicamente permissiva ao estímulo do consumo por meio da propaganda.

 

ALCOOLISMO NA BALADA

 

Qual a imagem que você tem de um alcoólatra? Aquele tiozinho bêbado, que fica em frente ao boteco tomando a sua branquinha às 7h da manhã? Ou a tiazinha da rua que vai te pedir R$1 pra "comprar pão"? Tudo muito distante da sua realidade? Tenha certeza que não!

     Considerada a maior doença social deste tempo, o alcoolismo atinge cerca de 10% da população mundial, seja rico, pobre, negro, branco, magro, gordo, jovem, velho... "É uma doença, progressiva, incurável e fatal", resume Nilo, membro do AA (Alcoólicos Anônimos, uma irmandade composta por cerca de 2 milhões de alcoólicos, em recuperação, em aproximadamente 150 países).

     E pode começar na brincadeira, nas memoráveis bebedeiras com os amigos, nas baladas... Afinal, ninguém nasce alcoólatra, ninguém acorda num belo dia e pensa: A partir de amanhã, vou virar um alcoólatra, vou beber todos os dias, inclusive de manhã, vou perder amigos, família, emprego, .... "A evolução da dependência é insidiosa, quase imperceptível para quem bebe", explica Dr. José Antônio Ribeiro Silva, médico especialista em dependência química.

     Foi abandonado pela esposa, família e amigos por causa do álcool. Mais tarde, apoiado pela esposa (que a essa altura do campeonato já tinha se separado dele), Luiz Antônio procurou uma Associação Antialcoólica e depois de algumas reuniões decidiu então lutar contra a doença. Hoje não pode colocar uma gota sequer de bebida na boca. "O alcoolismo não tem cura, estou em recuperação, minha doença está estacionada. Nunca mais poderei beber. Não existe só um gole para um alcoolista... Estamos em tratamento para o resto da vida...", conta Luiz Antônio

     Em suma, o alcoolismo não é um vicio, é uma doença que qualquer pessoa pode desenvolver, tenha ela a idade que for. Fatores genéticos, que são passados de geração para geração, é um agravante sim, mas os hábitos também podem ser determinantes, dependendo da predisposição de cada um. "Uma pessoa que adquire o hábito de beber vai desencadear aquela série de etapas que envolvem a dependência física e psicológica do álcool.

     “A freqüência do ‘beber’ produz o aumento da tolerância ao álcool, ou seja, a pessoa passa a consumir volumes crescentes da bebida para ter os mesmos efeitos”, explica o Dr. Alexandre Dietrich. "O organismo passa a necessitar de doses alcoólicas para realizar as funções cotidianas, e a pessoa passa a não se sentir bem sem o álcool", completa o médico.

     Mas como não confundir alcoolismo com o simples prazer em beber? "Quando algo começa a ser necessário, fundamental e indispensável, acredito que não seja mais prazeroso", responde o membro do AA. Grosso modo, diz-se que uma pessoa que não consegue passar um dia sem consumir álcool é considerada dependente.

     A fim de ajudar as pessoas a se decidirem se têm algum problema com o álcool, os AA elaboraram um questionário de 12 perguntas sobre a maneira de beber e seus efeitos na vida cotidiana. Dependendo do numero de "sim" respondidos, a pessoa pode ter claras tendências para o alcoolismo ou até mesmo já ser um.

     Segundo o Dr. Alexandre Dietrich, é difícil definir um comportamento típico de um alcoolista (alcoolista e alcoólatra têm o mesmo significado), mas a OMS (Organização Mundial da Saúde) adota alguns critérios para a determinação da síndrome de dependência do álcool, como o aumento da tolerância (necessita de doses progressivamente maiores para o mesmo efeito desejado) e sintomas repetidos de abstinência (ocorrem sempre que há interrupção do consumo). "Suores e tremores das mãos, coração acelerado, náuseas etc, já caracterizam a síndrome de abstinência que melhora com o uso da própria bebida", afirma o Dr. José Antônio.

     O alcoolismo é caracterizado pela perda da liberdade da decisão sobre o ato de beber. Se você acha que pode ter problemas relacionados ao álcool, faça o questionário do AA honestamente. Não existe tratamento eficaz enquanto a pessoa não reconhecer a própria doença. Os métodos clínicos incluem drogas que provocam aversão ao álcool, mas o sucesso dos tratamentos depende muito da decisão de largar a bebida.

     Além do AA, existem outras entidades de apoio que oferecem auxilio psicológico no tratamento da doença, como o NA (Narcóticos Anônimos), além do Al Anon, que oferece ajuda a familiares e amigos de alcoólicos.

 

 

ALCOOLISMO E O COMPORAMENTO SEXUAL

 

 

Muitas pesquisas revelam um estreito relacionamento entre o uso de álcool e a prática de comportamento sexual de risco entre adultos jovens.

     Entretanto, a compreensão aprofundada dessa questão não se mostra nada simplória. Alguns estudos mostram que o uso de álcool reduz a inibição social, expondo, assim, o jovem a comportamentos os quais ele (estando sóbrio) evitaria. Há especialistas que buscam, inclusive, fornecer evidências dessa relação.

     Um exemplo interessante desse raciocínio é ilustrado pela relação entre taxação de bebidas alcoólicas e alguma medida de comportamento sexual, como, por exemplo, a taxa de ocorrência de alguma doença sexualmente transmissível (gonorréia).

     Seguindo essa linha de raciocínio, o autor buscou verificar se há relação entre a ocorrência de gonorréia nos diferentes estados dos EUA e a aplicação de leis de natureza “tolerância zero” (leis que pregam a suspensão da habilitação do motorista menor de 21 anos pegos com alcoolemia de 0,00-0,02) para menores de 21 anos de idade conduzindo automóveis. Vale salientar que nos EUA à idade mínima para se dirigir um automóvel é de 16 anos na maioria dos estados.

     Para tal foram cruzados os dados relativos às taxas de ocorrência de casos de gonorréia na população americana com os dados de aplicação de leis de natureza “tolerância zero” nesse país. Esse tipo de lei teve sua aplicação iniciada nos EUA no começo da década de 80, sendo que nos anos 90 houve a adesão de diversos estados a sua proposta, culminando com a adesão de todos os estados no ano de 1998.

     O autor constatou que entre os anos de 1981 e 2000 a aplicação de leis de beber e dirigir de natureza “tolerância zero” esteve associada com a redução em 14% na ocorrência de gonorréia em jovens de etnia branca e do sexo masculino de 15-19 anos nos EUA, sem efeito significativo entre os jovens de 20-24 anos.

     Entre as mulheres brancas, entretanto, observou-se redução nos casos de gonorréia tanto entre as jovens de 15-19 anos quanto entre as jovens de 20-24 anos, sugerindo a ocorrência de uma correlação acidental nesse caso em particular. Entre negros não foi possível estabelecer qualquer efeito significativo.

     Por fim, o autor afirma não ser possível estabelecer uma relação causal entre as variáveis estudadas (leis de beber e dirigir consumo de álcool e comportamento sexual de risco). Ademais, o estudo não permite estabelecer relações sólidas sobre os mecanismos envolvidos na redução de casos de doença sexualmente transmissível (gonorréia).

       Fonte: Cisa

 

ALCOOL E SUAS CONSEQUENCIA NO ORGANISMO

 

O uso de álcool tem sido associado a maiores riscos para o acontecimento de: ferimentos; violência interpessoal; síndrome alcoólica fetal; negligência parental; perda de produtividade; suicídio; transmissão e contágio de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST); gravidez não-planejada e desenvolvimento de hipertensão e arteriosclerose. Porém, são poucos os estudos a respeito da interferência desse padrão de uso sobre o fígado.

     Dessa forma, os autores buscaram informações do impacto do beber pesado sobre o fígado, as quais foram organizadas em três frentes: (a) se os dados experimentais indicavam para efeitos deletérios, do beber em padrão Benji, sobre o tecido hepático; (b) se os dados comportamentais apontavam que jovens que fizessem uso de álcool nesse padrão tivessem maior risco de serem bebedores pesados (e desenvolver cirrose) na idade adulta e (c) se os dados epidemiológicos apoiavam a hipótese de que houvesse um aumento do risco do desenvolvimento de cirrose relacionado ao padrão Benji.

 

ALCOOLISMO E SEUS DANOS SOCIAIS

 

  O artigo descreve as principais conseqüências negativas relatadas por pessoas que sofreram alguma perturbação decorrente do uso de álcool por terceiros.

     O estudo utilizou uma amostra nacional norte-americana constituída por 2170 adultos. Para avaliar as conseqüências negativas do uso de álcool sobre os outros, foi investigado se nos últimos 12 meses os sujeitos experimentaram alguma das seguintes conseqüências: ter sido importunado ou assediado na rua ou local público; ter sido importunado ou assediado numa festa ou espaço privado; ter sido agredido fisicamente; ter tido roupas ou outros pertences pessoais danificados; ter sido insultado; ter sido ameaçado e ter sido impedido de dormir. Para cada item a pessoa respondeu "não", "sim", "uma ou duas vezes" e "sim, várias vezes".

     Os resultados encontrados mostraram que as conseqüências mais severas (ter sido agredido fisicamente, ter tido roupas e outros pertences pessoais danificados) foram menos relatadas (3,1% e 4,8% respectivamente) do que tipos menos graves de conseqüências (ter sido impedido de dormir, referido por 21,2% da amostra).

     As outras quatro conseqüências (ter sido importunado ou assediado na rua ou local público; ter sido importunado ou assediado numa festa ou espaço privado, ter sido insultado e ter sido ameaçado) foram citadas por uma quantidade de pessoas entre os dois extremos relatados acima.

     A distribuição estatística das pessoas que sofreram alguma conseqüência em decorrência do uso de álcool pelos outros foi assimétrica. A maior parte dos respondentes reportou nunca ter sofrido nenhum tipo de conseqüências e uma pequena parcela relatou ter sofrido vários tipos de conseqüências repetidamente.

     As características das vítimas foram: ser jovem, mulher, possuir educação superior, consumir maior quantidade de álcool durante um ano, apresentar episódios mais freqüentes de intoxicação e beber mais freqüentemente em locais públicos.

     Os autores enfatizaram que dentre estas características a que demonstrou maior impacto sobre o aumento do risco de ser vítima de violência física e ter sido importunado ou assediado na rua ou local público foi à intoxicação freqüente entre mulheres. Os pesquisadores concluíram que as vítimas do uso de álcool pelos outros tendiam a beber também em excesso e serem mulheres.

       Fonte: Cisa